Super baseado na minha vida e escrito com aquela música da Adele Someone Like You e no fim Chasing Pavements... Basicamente um grito de desabafo. Espero que gostem e desculpe a demora, mas amanhã é o último dia de aulas e dia 16 tem surpresinha!! *0*
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Entrei no meu quarto depois do dia mais difícil da minha vida. Pela primeira vez aquela bagunça não era tão acolhedora. O silêncio era sufocante e o rádio só tocava músicas de amor. Abri a janela e o próprio sol pareceu zombar de mim, se escondendo atrás de uma nuvem.
Me sentei no chão e abracei os joelhos. Não queria um conselho, mesmo que concordasse com ele. Algumas pessoas concordavam comigo dizendo que eu tomei a decisão errada, e outras diziam contra a minha vontade que eu tomei a decisão certa. Era com estas que eu gostava de conversar. Foi o certo.
Foi, não foi?
Lágrimas eram criadas em meus olhos e embaçavam minha visão. Gostei mais do mundo assim. Sem nada nítido. Preto, branco, certo, errado, amor, ódio, feliz, triste..
Eu estava sozinha em casa. Que bênção. Se minha mãe me visse naquele estado, ia se desesperar.
Comecei a gritar. Joguei toda a minha tristeza em minha voz. Comecei a chutar a cadeira e a escrivaninha, me machucando e machucando o quarto. Eu não ligava. Eu estava com ódio. Ódio dele e de mim.
Foi quando caiu da escrivaninha um chaveiro. Uma coisinha barata, e sem valos para a sociedade capitalista de hoje. Mas com muito valor para mim.
Metade de um coração com o nome dele escrito de um lado, e um pedaço da palavra "forever" no outro. Aquela era a única lembrança que eu tinha dele. As palavras e ações desapareceriam com o tempo. As cartas estragariam, e até a lembrança de seu rosto seria apagada de minha mente. Mas aquilo era uma algema que me ligava a ele. Algo que não me permitia ir para frente, algo que me tornava dependente dele, ainda.
Não exitei. Na frente da casa onde tinha apenas concreto, joguei todas as suas cartas e as vi queimar. Lentamente, poesia e amor se tornavam cinzas. Com uma lágrima de despedida, e vendo o mundo nítido novamente, joguei o chaveiro no fogo, que se derreteu lentamente, quebrando minhas correntes.
Sim, agora eu estava livre.




















