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05 dezembro 2011

9

Quebrando Correntes

Um grande desabafo e uma participação para o bloinques =]
Super baseado na minha vida e escrito com aquela música da Adele Someone Like You e no fim Chasing Pavements... Basicamente um grito de desabafo. Espero que gostem e desculpe a demora, mas amanhã é o último dia de aulas e dia 16 tem surpresinha!! *0*
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Entrei no meu quarto depois do dia mais difícil da minha vida. Pela primeira vez aquela bagunça não era tão acolhedora. O silêncio era sufocante e o rádio só tocava músicas de amor. Abri a janela e o próprio sol pareceu zombar de mim, se escondendo atrás de uma nuvem.
Me sentei no chão e abracei os joelhos. Não queria um conselho, mesmo que concordasse com ele. Algumas pessoas concordavam comigo dizendo que eu tomei a decisão errada, e outras diziam contra a minha vontade que eu tomei a decisão certa. Era com estas que eu gostava de conversar. Foi o certo.
Foi, não foi?
Lágrimas eram criadas em meus olhos e embaçavam minha visão. Gostei mais do mundo assim. Sem nada nítido. Preto, branco, certo, errado, amor, ódio, feliz, triste..
Eu estava sozinha em casa. Que bênção. Se minha mãe me visse naquele estado, ia se desesperar.
Comecei a gritar. Joguei toda a minha tristeza em minha voz. Comecei a chutar a cadeira e a escrivaninha, me machucando e machucando o quarto. Eu não ligava. Eu estava com ódio. Ódio dele e de mim.
Foi quando caiu da escrivaninha um chaveiro. Uma coisinha barata, e sem valos para a sociedade capitalista de hoje. Mas com muito valor para mim.
Metade de um coração com o nome dele escrito de um lado, e um pedaço da palavra "forever" no outro. Aquela era a única lembrança que eu tinha dele. As palavras e ações desapareceriam com o tempo. As cartas estragariam, e até a lembrança de seu rosto seria apagada de minha mente. Mas aquilo era uma algema que me ligava a ele. Algo que não me permitia ir para frente, algo que me tornava dependente dele, ainda.
Não exitei. Na frente da casa onde tinha apenas concreto, joguei todas as suas cartas e as vi queimar. Lentamente, poesia e amor se tornavam cinzas. Com uma lágrima de despedida, e vendo o mundo nítido novamente, joguei o chaveiro no fogo, que se derreteu lentamente, quebrando minhas correntes.
Sim, agora eu estava livre.

29 novembro 2011

5

Meu Maior Medo

Gente, me desculpem ficar tanto tempo sem postar. Não tem desculpa né? comentário ultimamente não faltou! haha
É claro que a maioria nem leu o poema, mas enfim...
Essa época tá tensa, afinal tem que recuperar e manter notas e tal... Mas dia sete acaba e ai no aniversário do blog eu tenho uma surpresa para vocês! Haha que emoção! Estou trabalhando muito nisso! não vou trocar o nome do blog de novo, fiquem calmos haha.
Enfim, essa carta é para o bloinques, mas como sempre, tem um fundinho pessoal... eu ando meio depressiva ultimamente hehe.
Bom proveito, e comentem!

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Zack, depois de tanto tempo estou lhe escrevendo. Naquele dia que nós brigamos, uma de suas frases continuou martelando em minha cabeça depois que você bateu a porta com força: Afinal, do que você tem medo?
Você falou isso com tanta raiva nos olhos que eu realmente fiquei sem palavras, mas não com medo. Não tive medo quando começamos a brigar, nem quando você começou a me ameaçar. Mas quando você saiu por aquela porta, senti medo. Sim, muito medo.
Medo de ficar sozinha. Medo de morrer sozinha. Medo de não ser lembrada.
Não tenho medo do que as pessoas normais tem. Quebrar um coração, sofrer algum dano físico... Tudo pode ser ultrapassado com amigos e família.
Mas Zack, você é meu amigo e minha família. Você é meu irmão, meu melhor amigo, meu único amigo.
Claro, você não é o único "amigo". Mas o que eu posso chamar de amigo? Qualquer uma das meninas que me abraça e me fala como estou linda, ou você que ri da minha cara e diz que eu estou um lixo? A resposta é óbvia. A sinceridade dói. Muito.
Eu lhe imploro que me perdoe. Não é que eu sou corajosa. eu sou medrosa, e muito. Mas meu medo é outro! Você tem certeza de que será lembrado, você é incrível, e chama atenção por onde passa. Eu me escondo nas sombras, me perco na esquina e não sou vista em nenhum dos lados, por estar na frente. Eu sou invisível.
Zack, volte, por favor. Não me deixe sozinha, não me deixe ser invisível. Eu tenho medo... Você é o irmão mais velho! Não deve me proteger?
Encarecidamente, Vitória.

27 outubro 2011

5

Espinhos

Bom, este eu fiz enquanto a chata da minha professora falava... falava... falava...
Pelo menos saiu algo de útil daquela aula! hehehe
É uma metáfora gigantesca sobre o que eu estou passando, quem quiser chutar o que significa, tem um botãozinho ali escrito comentários ;D
Não vou postar a partir de hoje, vou viajar, mas com certeza vou voltar com vários poemas, então me aguardem! hahaha
beeijos!

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Caminho no denso jardim
Amasso flores no caminho
Atravesso canteiros inocentes
Em busca apenas da flor.

Vermelha, a quero vermelha
Cor do sangue e paixão
Também quero perfume
Que ilude o coração.

Mas ao pegá-la, que surpresa,
O vermelho agora é de sangue
Espinhos fincam minha carne
Dor, amor... Mas é dor.

Solto a flor ingrata
E volto ao meu jardinzinho
Cuido das flores menores
Que suportaram a falta de carinho.

25 outubro 2011

4

Desabafo

Eu estava indo dormir e isso me veio a mente... Espero que esteja bom, amanhã vou checar :)
Dedicado a aquela pessoa... =/
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Sei que não será para sempre, mas espero que seja logo o momento onde não lembrarei mais de teu cheiro, não almejarei mais a tua voz, não imaginarei mais teu toque e não chorarei mais por teu beijo.
Até lá, apenas peço que não me olhe nos olhos.

18 outubro 2011

4

A Carta Nunca Lida

Gente, isso é meio que baseado na vida real, mas bem fantasia. Me identifiquei muito com a frase do bloinques, mas digamos que se eu colocasse o real remetente, daria briga haha.
Espero que gostem. Beeijos!
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Ian, nós temos que conversar. Você está estranho comigo. Não me conta mais segredos, e quando me liga ou me dirige a palavra é para pedir alguma coisa.
Eu te mando esta carta expressando toda minha angústia. Você sabe (deveria saber, pois eu sempre te contava tudo) que só escrevo algo quando o sentimento me transborda. Depois do acidente minha vida nunca mais foi a mesma. Depois daquele beijo Ian...
Eu não tenho nem palavras para expressar o que senti no breve segundo em que nossos lábios se tocaram. As pessoas dizem que beijo não é tudo aquilo, que é bom, mas nem tanto... Elas nunca beijaram com aquele sentimento.
Mas eu não vou mais me estender nesse assunto se você tenta fugir dele. Eu estou escrevendo essa carta, mas minha mente vaga sob sua reação, e ainda mais em como vou colocar este papel nas suas mãos.
O que eu quero dizer, em meio a delongas e talvez até um pouco de poesia, de que eu sei que você nunca foi fã, é que eu sinto algo por você.
Não é algo tão pequeno que possa morrer rapidamente, mas não é tão grande que não possa ser ignorado. E eu digo que, se você quiser, eu abro mão disso para ficar sempre ao seu lado, apenas como uma amiga. Saiba que eu serei sempre a mais fiel, e mais companheira...
Provavelmente a mais apaixonada, mas isso eu supero. Sempre superei coisas assim, você bem deve se lembrar de nossas incontáveis lembranças.
Mas ao menos estarei ao seu lado, e é isso que desejo. Nunca mais tentarei nada, como no fatídico dia do qual tento me arrepender, mas não consigo.
Ian desculpe-me por aquilo. Pode perdoar uma garota por um erro bobo? Você sempre disse que herrar é umano, espero que isso se estenda além da gramática.
Bom, me despeço aqui. Você nunca gostou de ler muito, não é? O que mais quiser saber, saberá por palavras.
Espero que possamos voltar a ser o que éramos antes, seja lá o que for. Beijos da Layla.


***
Fechei o caderno que sempre embalou meus pensamentos. A carta que nunca seria lida me pesava na alma, mas foi bom colocá-la no papel. Naquele dia dormi de coração leve, e no seguinte pude encará-lo nos olhos.
Mas ele nunca leria aquilo.

24 setembro 2011

10

Sentimentos no Lixo

Não sei se está tosco ou muito legal... Mas o fato é que é bem baseado na realidade, e eu queria escrever já faz um tempo ><
beeijos!
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Se meu lixo pudesse falar; ele leria cartas de amor, e recitaria versos de dor.
Ele reclamaria de meus sentimentos, e também de meus segredos. Ele sofreria com papéis rasgados, cheio de ódio de quem os jogou fora.
Meu lixo com certeza é um intelectual, pois já mandei para ele muita tarefa de casa atrasada e também a que tinha de ser refeita. Provavelmente enquanto não estiver tentando decifrar minha confusa letra, ele está tentando digerir o que entendeu.
Meu lixo deve ser sentimental, porque quando canso de algum sentimento é ele a quem recorro. Acho que de tantos sentimentos que meu lixo já tem, com o tempo ele me devolve alguns. O mais recente foi o amor.
E eu quero jogar o amor no lixo, mas o lixo não quer o amor. O lixo já tem a dor, a depressão, a derrota, a desesperança, a desistência... Isso tudo do pequeno dicionário que docemente lhe doei... Em um acesso anti-gramatical recente. Agora que ele sabe o que são, não quer mais.
Mas não entendo porque um lixo tão inteligente foi burro de começar o dicionário ao contrário, então foi lendo: Z, Y, X, W, V... E empacou na letra D.
Mas que lixo burro! Por que foi parar logo nas palavras ruins? Se você for mais um pouco para frente, encontrará a letra A, onde está o amor, e não vai mais ignorar minha oferta!
Ah é? Vou tirar daí de dentro então o meu caderno, de onde você tira suas palavras.
Ah, magoou? Mas é agora que eu pego de volta minhas cartas de amor!
E aí? O que vai fazer? Vou pegar também esses deveres de casa, que você tanto tenta corrigir.
E esse dicionário, obrigada, que começa pela letra A e termina pela letra Z, caso você queira saber.
E agora lixo? Quer o meu amor?
Mas nem esse eu vou mais te dar, porque agora ele tem amigos para conviver no dicionário, e vizinhos com quem conversar em meus textos! E agora lixo? O que me diz?
Puxa... Não sobrou sentimento para o lixo.

23 setembro 2011

10

Angústia

Mesmo motivo, sonho, blá blá blá... acho que vocês já sabem a história. Enfim, eu simplesmente estou morrendo por isso!
Mas não deixem isso estragar seu primeiro dia de primavera! Beijos!
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Perdoe-me pela minha não culpa,
Culpe-me por minha distração,
Faça-me sentir inútil,
Por não controlar o coração.

Perdoe-me,
E chamarei-te de tola.
Odeie-me,
E não mais te chamarei.

Sinto tua falta,
Mesmo antes de partir.
Me pergunto se lhe conto,
Ou se vou sempre fugir.

14 setembro 2011

10

Verdades Escondidas

Demorei... Mas postei! Eu to aqui na casa da Tayná, para estudar. Sabiam que ela tem um blog? Acabou de ser reformado por mim HAHA'
Super vale uma visita!
Ah, e um comentário aqui vale a pena, porque vou te contar, esse sonho que eu tive de inspiração foi tenso e tá me deixando culpada até agora o0
beeijos!
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Espelho de meus desesperos
Se reflete sob a luz do luar
Expõe os meus desejos
E o que não quero me culpar

Nas brumas da noite cintilante
Eis que fecho meus olhos
Verdades, sim, verdades,
Meus desejos são refletidos.

Numa espiral de fantasia
Me busco, me encontro, me conheço
Até perder tudo.

Abro os olhos de manhã
E novamente te esqueço.

24 agosto 2011

4

Reerguendo-me

geeeeeente desculpa eu tive umas dificuldades aqui em postar porque meu computador nem tava colocando acentos.... longa história! mas agora tudo normalizou, prometo que não deixo mais vocês de ar assim!
texto para o bloinques!
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Hoje acordei decidida. Cansei de ser dependente. Cansei que você seja meu primeiro pensamento quando acordo e o ultimo quando durmo. Que tipo de obsessão doentia e essa que eu tenho? Odeio tremer quando te vejo só porque você esta sustentando meu mundo. Que droga! Deixe-me cair, me deixe levantar, e acima de tudo, me deixe VIVER.
Eu levanto repassando nossos momentos. Tomo banho tocando no rosto os lugares que queimaram com a sua mão, me visto pensando na roupa que você gostaria...
Droga!Eu ando por ai desejando você ao meu lado e ouvindo sua voz na minha cabeça. Eu estou afundando na obsessão e na beira da loucura...
Eu estou apaixonada, mas pretendo mudar isso.
É por isso que vou viajar. Não quero nem saber, vou embora conhecer pessoas que nunca viram seu rosto ou ouviram seu nome. Vou respirar ar sem o seu perfume e tocar lugares que nunca conheceram sua presença.
Eu vou embora, sim, e eu sei que você partirá também. E por um tempo pensarei apenas em você, especialmente naqueles doze momentos do dia... Quando as horas estão iguais. Mas então o minuto passará, junto com a lembrança, junto com o amor...
E eu me reerguerei sem você.

15 agosto 2011

3

A Testemunha

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A Lua foi testemunha
Sim meu amor
Não lhe contei, mas lá estava ela,
Silenciosa, experiente...
Não achei que fosse contar

Mas sim meu amor
Por trás dessa máscara sóbria
Ela viu tudo, sim
E contou às estrelas

E as estrelas, doces inocentes
Piscaram sim, de prazer
Repassando nosso dia, nossa noite,
Sim, invejando nosso amor

E agora que a Lua contou
E todas as estrelas sabem
O universo pulsa nosso amor
Beije-me, amor, beije-me,
Vamos dar a todos o que falar.

22 junho 2011

1

Rubro Amor

Gente, este é o meu poema de hoje. Dificilmente vai ter outro amanhã e depois só domingo. Beijos e boas féias para vocês porque as minhas começam hoje \o/

É como se meu sangue
Estivesse cheio de lágrimas

É como se no meu coração
Pulsasse apenas dor

É como se meu pensamento
Fosse um profundo corte

Onde jorra só e apenas
O meu rubro amor.

Lara Vic.

06 junho 2011

4

Coragem

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Coragem para abrir os olhos
Coragem para seguir a vida
Coragem para levantar da cama
Coragem para a vida sofrida.

Coragem para encarar o espelho
Coragem para o sim ou não
Coragem a cada passo
E também para o coração.

Coragem para acordar
E encarar o amanhecer
Coragem para dormir
Sem temer o anoitecer

Coragem é preciso muita,
Apenas para viver.

Lara Vic.
0

Siga seus sonhos

Para o aniversário do Melk. Parabéns karateca! OSS!


Além do possível,
Beirando o inacessível,
Além do horizonte
E desviando de estrelas

Se fizer seu coração palpitar
E os olhos começarem a brilhar
Caminhe nessa direção,
Ultrapasse montanhas,
Só por diversão.

Tropece, caia,
Reúna a coragem,
Reerga-se,
E siga seu sonho.


Lara Vic.

23 maio 2011

1

Prisão Sépia.

Gente eu sei que parei com as explicações mas acho que estou tentando fazer minhas palavras explicarem a sí mesmas ><
Beijos!

Perdi o link ><


Cores se espalham no jardim
Alegrias que não são para mim
Isolei-me numa bolha de escuridão
Hoje, sufoco nessa prisão

Mando sinais de fumaça,
Versos, expostos ao léu,
Mas parece que ninguém viu,
Meu socorro vai ao esquecimento.

Sinto-me dissolver em pensamentos,
As coisas não são como antes,
Alguma mão surja no céu!
Me tire do fundo do poço

O perfume das flores traz uma breve lembrança
Da época em que dançava descalça
E não precisava de música para o movimento.
Quando era uma inocente criança.

Mas não me deixarei abater,
Se preciso pintarei uma nova vida,
Com todas as cores que eu quiser,
E flores até o horizonte,
Assim que me libertar de minha prisão sépia.

Lara Vic.
0

Agora lembra de mim?

Pauta para projeto bloinques, 68a. edição de contos/histórias.
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A garota era normal e feliz. Todo dia tinha uma nova piada ou brincadeira, e se não o tinha fazia cócegas nas amigas, sempre satisfeita ao arrancar um sorriso.
Tinha longos cabelos enrolados e um sorriso aparelhado. Não era muito bonita, mas não se importava.
Mas foi então que repentinamente sua alegria começou a diminuir. Usava roupas pretas e conheceu o delineador, de quem se tornou íntima confidente. Calças justas e um adeus à longa cabeleira coroou o começo de uma desastrosa transformação.
Fez novos amigos e se afastou dos antigos. Começou a se interessar pelo mundo negro de que zombava, e viu-se preenchida por ele.
Ela se baseava apenas em uma amizade. O resto era descartável, secundário. Mas quando essa amiga deixou-a de lado, o mundo que equilibrava em uma corda bamba caiu.
Ela parou de estudar. Só pensava na amiga e em como não era justo, se havia aberto mão de tudo por ela e era tratada como um estepe.
Ela finalmente se abriu com seus pais e disse que não aguentava mais a vida. Se fechou no apartamento e não mais abriu a porta. Ficava trancada no apartamento o dia inteiro para a noite subir na cobertura e se confessar à lua, pois já não tinha confidentes na Terra. Não confiava nem em seus pais, dos quais já tinha escondido tanto que não dava mais para contar a verdade.
E finalmente parou de confiar em si mesma. Duvidava de suas promessas e suas falas. Duvidava de sua respiração e suas certezas. Se rabiscasse um ponto de interrogação na mureta do prédio, também o questionaria.
Nunca questionou a amiga, nem mesmo em seu último suspiro, na última vez que saiu do prédio, não pela saída comumente usada, mas por aquela dos desesperados.
Em sua lápide, por pedido que estava na carta de adeus, a inscrição:
Agora lembra de mim? Pois eu nunca te esqueci.
E toda manhã amanhecia com os mortos uma rosa deixada pela amiga, em prantos.
Lara Vic.

28 abril 2011

1

Vida

Minha mãe achou uma agenda super antiga hoje e me inspirou! Fiquei aliviada, porque hoje não tinha nenhum poema para postar ^^
Boa leitura!
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O passado passou,
Lento, mas presente,
O que se fez ficou
Naquele tempo ausente

O presente marcou
(ou marca, pois é agora)
O momento que ficou
O segundo que passou
O relógio badalando
A vida se firmando

E o futuro prevê
Sob a neblina do nada
E o desfiladeiro do tempo
O segredo que ninguém sabe
O Destino em sua viva forma.

Lara Vic.

26 abril 2011

0

Sinuosa

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Sinuosa bailarina,
Sinuosa!
Sinuosa dançarina,
Sinuosa!
Sinuosa borboleta,
Sinuosa!

Sinuosas elas e outras
Dando sabor ao mundo
Dançando, voando, melhorando,
Em sinuosos vôos que almejo

E as cores sinuosas se espalham
E sinuosas também tomam conta
Do passado, presente e futuro
Que por nós passa sinuoso.

Lara Vic.

23 abril 2011

2

Desculpe

Fiquem tranqüilos, é só ficção ;)
Ah, mto obg pelos 1000 acessos \o/
O blog está crescendo e eu não conseguiria isso sem vocês, leitores, apesar de ñ comentarem  mais tanto quanto antes mimimi
Bom, aproveitem =D
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Desculpe pelo erro,
Desculpe pela palavra,
Desculpe pelo sentimento

Desculpe pela idéia
Desculpe pela atitude
Desculpe por ser eu

Desculpe, mas o que posso fazer?

Sou o que sou até o fim
Você disse que ficaria mesmo assim
E as diferenças haveriam de se acostumar
Afinal os dois lados tem de se esforçar

E aqui estou eu,
Desculpando-me?

Peça você desculpa
A mim que fico nessa luta
Tentando não te fazer sofrer
E sofrendo para não te ver morrer

Não, desculpe-me por isso.

Desculpa-me por viver

Lara Vic.

22 abril 2011

1

Novas Lembranças


Aquele abraço
Aquele sorriso
Aquele momento
Passou?

O que houve com "para sempre"
que tanto afirmávamos?

Chegou?

E nossos planos?
Cancelados?
E os sonhos?
Censurados?

Não permitirei que você diga
Que foi tudo só uma lembrança
Não desejo ficar na sua mente
Como uma eterna criança
De um passado recusado.

Então engula o receio
E vamos as aventuras
Novos abraços,
sorrisos,
e momentos,

Sempre fazendo novas lembranças.

Lara Vic.

18 abril 2011

1

Compreende?

Dedicado à Minha amg Talita (amg, não amiga, porque ela é encanada com gramática e nada melhor que encher um pouco o saco hehe) e a todos que ainda lembram do meu blog e que vão ler esse poema.
Ah, o pedido continua: COMENTEM!
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Meu amor...
Meu amor...
Eu te compreendo

Compreendo que me traístes?
Compreendo

Compreendo que mentistes?
Compreendo

Não compreendo o amor
Explica-me?

Esta água que aplaca o fogo de minha fúria
Esta água que bebo para viver
Mas sabemos que não é só água,
certo?

Este fogo que me consome de paixão
Que acelera os batimentos do coração
Mas não para por aí.

A terra que está debaixo dos meus pés
Me dá sustento,
Mas irrita meus olhos,
E me faz chorar...

E o ar que respiro,
Lado a lado com você
Este "ar" do "amar"
Minha essência,
Nossa essência.

Compreende?

Lara Vic.