28 agosto 2011

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Significados

Perdão perdão perdãaaao ><
desculpa... mas eu postei hoje! Melhor que nada! huhasuauhs
Só uma coisa... eu to participando desse concurso, e queria que vocês votassem em mim lá na enquete! está por ordem alfabética.
Beijos!



Andei pela praia na luz do luar. Sozinha.
Apesar da noite quente, o vento frio castigava minhas pernas e brincava com meu cabelo. Eu sentia como se este paraíso fosse algum tipo de filme de terror. Olhava constantemente para trás me sentindo observada.
Andava a beira do mar em linhas curvas, evitando que a espuma tocasse meus pés. Minha canga ameaçava desamarrar e expor a parte inferior do meu biquini, então eu coloquei as mãos na cintura com força.
Seguindo um caminho desconhecido, vi um ponto onde poderia escalar várias pedras e chegar a um belo penhasco. A Lua cheia iluminava o meu novo desejo.
Amarrei a canga em volta do meu tórax e iniciei a escalada, que no início pareceu fácil.
Com o tempo as pedras se tornaram íngremes e escorregadias. Eu olhei para cima e o penhasco não parecia se aproximar. A força se esvaía de meus braços...
Comecei a ficar sem fôlego. Puxava grandes punhados de ar antes de ver que não eram o suficiente e liberá-los.O desespero tomava conta de mim. Me perguntei se a Lua me traíra, me levando a um caminho falso...
Parei em uma depressão onde eu conseguia ficar confortável. Olhei para cima e o penhasco não parecia ter saído do lugar. Olhei para baixo e vi uma distância fenomenal entre mim e a escuridão marítima...
Apavorada, continuei subindo, até não me restarem mais forças.
Tonta de exaustão, tentei alcançar o próximo ponto, mas a pedra escorregou, e eu fui envolvida pelo abraço do nada...
E com regojizo caí em meio ao breu do mar e do esquecimento, com a mão estendida procurando o ponto de apoio no qual eu confiara.

***

Acordei com um grito entalado na garganta e o suor escorrendo pela testa. Meu coração estava acelerado e minha mão direita procurando desesperadamente algo para agarrar.
Levantei sem sono algum e acendi a luz do meu quarto. Repassei na mente os momentos de terror e adrenalina antes que eles se esvaíssem no mundo dos sonhos.
Com a cabeça apoiada nos joelhos, refleti no que poderia significar um sonho tão diferente, mas não tinha como fugir da dura realidade:
Eu subira no penhasco apenas para saltar.

4 comentários:

  1. Se a queda é necessária o risco se faz combustível para a escalada. Gostei do texto e da sua intensidade.

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  2. "Eu subira no penhasco apenas para saltar" Que coisa mais profunda, menina. Muitas vezes nós fazemos isso e nem nos damos conta. Só vamos perceber o que fizemos quando a queda já é uma realidade e a inquietude passa.
    http://miasodre.blogspot.com/

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  3. aiin muito linda amiga.Sempre com os seus poemas eu acabo me inspirando!
    Nos sentimentos que você coloca no poema, na sua ternura imensa..Gosto muito dos seus poemas.


    Beijos ><

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  4. Parabéns Lara. Um texto de tirar o fôlego!
    Beijos.

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