13 maio 2011

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Ninguém

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Entre lágrimas de desconsolo
E aquelas que consolaram
Verdade irregular, firme
Se reflete no espelho d'agua

Não, não há nada
Teus olhos não tem cor
E os cabelos já voaram
Como uma equação matemática
Cuja solução é o vazio

Não há nada,
Não é ninguém,
E ninguém há de ser

Corto-lhe então as palavras
Daquela que se questionando,
Vê que não é nada,
Que nunca foi ninguém,
Que levianamente se intitulou como
alguém.

Lara Vic.

4 comentários:

  1. poxa que coisa horrível deve ser a sensação de ser nada, infelizmente isso acontece tanto hoje...
    não sou muito fã de poemas, acho que por não estar acostumada a ler muitos, mas gostei!

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  2. Que poema LINDO! Fiquei fascinada com a intensidade das palavras. Me prendeu ao texto e me fez sentir ali, na mesma situação. Parabéns!

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  3. Muito lindo ! Parabéns ²

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  4. Lindo poema,fascinante! hohoho.
    Olha, seu blog tem tudo para fazer sucesso, mais achei dificil de ler por conta do fundo.. enfim! boa sorte com o blog e te desejo sucesso.
    http://senhoritaliberdade.blogspot.com/

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