14 fevereiro 2012

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Acerto de Contas


Eu já estava sentada ali faziam alguns minutos. Brincava constantemente com meus dedos, tentando fazer os torturantes segundos passarem mais rápido. Três e meia, eu repetia na minha mente como alguém não entende isso? Me questionei enquanto olhava novamente para o relógio do estabelecimento.
Entrei em algum tipo de transe, olhando para a janela, vendo os rostos passando sem realmente vê-los, seguindo uma linha de pensamento que viraria um monte de farelos a menor distração. 
Minha atenção foi atraída pelo som de um sininho na porta, que avisava quando alguém entrava ou saia. Levantei o olhar imediatamente, cruzando-o com o da menina que acabara de chegar. Analisei-a: Roupas relativamente largas e confortáveis para a temperatura lá fora. Um coque mal feito que deixava bastante cabelo cair sobre sua cabeça. Um cordão dourado com uma medalinha, cujo santo eu não reconheci. Ela sentou na mesa oposta a minha, e começou a encarar a janela, como eu a segundos antes. Sorri. Tão parecidas, e tão diferentes...
Levantei lentamente, fazendo o mínimo possível de barulho com a minha cadeira. Andei passos largos até a garota distraída, e seitei-me na sua frente, assustando-a um pouco. Não liguei. Estava cansada de me preocupar em não chamar a atenção.
-Ele não vem - falei, com a voz fria.
Encarei seus olhos verdes, e vi a confusão passar por eles:
-Como assim? Quem... Quem é você?
O sorriso que brotou em meus lábios foi instantâneo, e, tenho certeza, ameaçador. Ela me olhou com uma confiança fútil, o que só o manteve enquanto eu falava:
-Não vem. Ele está... - saboreei a palavra - morto.
Seus olhos viraram duas bolas de gude arregaladas, enquanto sua boca tentava formular alguma frase descente. Interrompi sua débil tentativa, sussurrando, um pouco mais próxima de sua orelha agora:
-E sabe por que? - ela engoliu em seco, e considerei aquilo um não - Porque eu o matei. Porque ele me traiu... - Coloquei a arma que eu tinha escondida embaixo da minha blusa encostada em sua barriga - Com você.
Sufoquei qualquer grito que pudesse sair dali destravando a arma. Ela ficou branca, e temi que fosse desmaiar em meus braços. Isso poderia estragar o humor de qualquer um.
Felizmente, tudo que ela fez foi tentar murmurar palavras de desculpa, implorando outra chance, dizendo que não sabia... Eu não acreditava, ou sequer me importava. 
-Ué, você não queria se encontrar com ele? Este é o único caminho - sorri cínica, enquanto ela formulava um grito em sua garganta. Puxei o gatilho.
Onde ia se formar um grito saiu apenas um sussurro. Aqueles olhos verdes tão vivos perdiam o brilho lentamente. Ouvi um outro grito, de uma mulher que sentava próxima a nós e ouviu o tiro. O dela foi seguido por outros, mas eu não liguei. Apenas fiquei vendo a vida se esvair lentamente dos olhos dela, em um silêncio só nosso. Quando ela finalmente fechou os olhos, e nossa bolha de calma foi estourada, eu apenas estendi a arma para o homem que estava ligando para a polícia. Peguei os documentos da garota, que, se não me engano, se chamava Camila. Dinheiro, identidade... Sim, eu ia precisar de uma nova identidade, pois as câmeras do lugar deviam ter captado meu rosto, apesar de meus cuidados. Hoje a Renata desapareceria. 
Levantei naturalmente, sabendo que ninguém ia tomar atitude com uma mulher com uma arma. Caminhei até a cozinha, e para a saída dos fundos. Limpei as digitais da arma e escondi em algum lugar lá perto. Talvez eu voltasse depois para pegar, ou deixasse para a polícia ter seus cinco segundos de esperança.
Ajeitei os cabelos e sai de lá andando normalmente. Fiz um sinal e um taxi me atendeu rapidamente. Deixei que seguisse sem destino, e falei um endereço inventado na hora. Depois foi apenas a tranquilidade de ouvir as sirenes da polícia se afastando...


EEEEEEEIII sentiram minha falta? Gente, eu tava me matando na escola (ainda estou!) e eu simplesmente não chegava até o pc, pelo menos não com tempo o bastante para postar algo. Tenho escrito muito pouco, mas li os que pediram uma continuação da nossa queria Renata. Não pensei que ela fosse fazer tanto sucesso! Enquanto eu estou nessa de revolts e tal, está sendo delicioso escrever sobre ela. Se quiserem mais, peçam! Se não, imaginem o final dela, afinal ela cumpriu o que prometeu e "matou aquela vadia" kkkMas o que eu quero falar mesmo aqui gente é que sejam compreensivos, pois vou poder postar bem menos. Antes eu escrevia durante as aulas, mas agora não dá. Ensino médio, tem que prestar atenção o0Mas não vou excluir o blog DE JEITO NENHUM! Mas ei, um incentivo dos meus leitores agora era bom não acham? Essa semana ainda posto alguma coisa, e no feriado eu agendo uns posts para vocês não ficarem sem nada \o/Ah, quem quer saber mais sobre essa renata, leiam a história de baixo, Pequeno Crime  ^^
Comentários?

9 comentários:

  1. História intrigante, me prendeu do início ao final! Muito Bom Lara!

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  2. Nossa Lara, tua imaginação é algo surpreendente.
    Fiquei encantada com a história, não sei se eu teria a mesma coragem que a personagem, essa frieza. Adorei mesmo. :)

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  3. oi! obrigada pelo comentário no meu texto :D
    nossa, o seu ficou muito legal também! sério, fazia tempo que não lia um texto que me prendesse como seu me prendeu.

    mt bom!!

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  4. ah meu blog é o pe-dri-nha, tava logado no outro quando eu comentei :s

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  5. Ah Lara, ela é uma boba mesmo. Mas foi inevitavel, e realmente valeu a pena toda a espera :) ele, o garoto, só ficou sabendo que tinha demorado muito quando leu aquele texto, hehe..
    Já a sua personagem não é boba. Queria ser assim, corajosa! Hehe. Tá otimo o texto viu? Beijão

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  6. Nossa, não imaginei que a história ia tomar um destino assim. Ficou demais, completamente surpreendente. Adorei o final! Bela participação. Boa sorte, viu?

    Beijos,
    Monique <3

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  7. Oi Lara!
    Só estou passando rápido (não tô com muito tempo agora) pra dizer que tem selinho pra você lá no meu blog. Confere lá: http://miasodre.blogspot.com/2012/02/mais-selinhos.html
    Bjo!

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  8. Olá Lara,

    Gostei especialmente dessa parte:
    "Apenas fiquei vendo a vida se esvair lentamente dos olhos dela, em um silêncio só nosso". Você chegou a postar lá no Bloínquês? Acho que as inscrições encerram hoje.

    Obrigado pela visita, volte quando possível e por favor me siga como leitora pra gente trocar comentários e referências de vez em quando:
    http://reflexoesdo719r.blogspot.com/

    Abraço.

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