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Borboleta
Uma borboleta atravessou minha janela
Voltou e entrou. Ficou-me a imagem
De seu vôo sinuoso e incerto
Mas logo pensei que seria melhor
Olhar a borboleta voando agora
Sinuosa e incerta ao meu lado
Aceitei seu convite e saí sinuoso
E incerto tentando acompanhá-la
Para onde iria, o que procurava com
Seus vôos rasantes e perigosos?
De repente vi todas as suas cores
Voando, deslizando, pintando.
Vi então o quadro na moldura
De minha janela!
De repente a pintura se foi
E nunca mais fechei a minha
Janela
José Antônio Damásio Abib
Maringá, Natal de 2010

